Faltou articulação e presença ofensiva. Mas na raça o Colorado fez 2 a 1 de virada no Emelec, que desde o início mostrou que estava jogando pelo empate (e achou um golzinho numa falha da defesa).
Finalmente quebramos o tabu de não vencer na primeira rodada da Libertadores.
Acordar cedo, colocar roupas confortáveis, calçar os tênis, pegar a garrafinha d'água e correr para a academia, antes do expediente. Neste clima de fim de férias e retomada da rotina, praticar exercício físico logo nas primeiras horas do dia pode ser uma alternativa para não deixar os cuidados com o corpo em segundo plano. Entretanto, quem pretende entrar para o time dos atletas matutinos não pode ignorar um aliado indispensável para o sucesso de tanto esforço: o café da manhã.
Muitas vezes renegado por quem costuma se exercitar momentos após acordar, o desjejum pode fazer a diferença nos resultados finais do treino, uma vez que ajuda a preservar a massa muscular.
- Se a pessoa fizer exercício físico em jejum, pode até queimar gordura, mas vai perder muito mais músculos - frisa a nutricionista esportiva Tatiana Vasconcelos.
Sem a energia proveniente dos alimentos, o corpo é obrigado a "roubar" proteínas da massa magra para se manter ativo. Quanto menos massa magra, menos músculos e, consequentemente, mais gordura. Resultado: o treino perde a razão de ser.
A curto prazo, o hábito de se alimentar pela manhã traz benefícios adicionais: quem se exercita com a taxa de glicogênio (energia presente nos carboidratos) equilibrada sente-se mais disposto.
- A pessoa passa a realizar os movimentos de forma mais adequada e precisa - reforça Tatiana.
De acordo com o nutricionista esportivo Fernando Luiz Mano de Castro, a escolha do que será consumido no café da manhã depende da atividade a ser praticada e de sua duração.
- É importante que o nutricionista saiba o peso e a composição corporal (quantidade de gordura) do atleta, o objetivo do treinamento e também se o praticante tem algum problema de saúde que mereça atenção nutricional, como diabetes ou hipertensão - esclarece.
Com esses dados, o nutricionista pode montar a estratégia nutricional, diminuindo ou aumentando a quantidade de carboidratos, proteínas e gorduras na alimentação.
Exercícios em que predominam o esforço anaeróbio (que exigem mais explosão muscular), como lutas, spinning, musculação e ginástica localizada, gastam uma quantidade maior de carboidratos:
- Quem pratica precisa ter mais carboidratos no café da manhã para não correr riscos durante o treino - completa Fernando Castro, também professor de educação física e especializado em fisiologia do exercício.
Um especialista deve auxiliar na elaboração do cardápio, variavél de acordo com o tipo de atividade e a duração
Após a refeição, aguarde
O intervalo entre o café da manhã e o treino também deve ser observado, de modo a não atrapalhar o esvaziamento gástrico, processo de liberação dos alimentos já digeridos para o intestino delgado. De modo geral, deve-se esperar pelo menos 30 minutos.
- Não é interessante treinar 15 minutos depois de comer porque o alimento ainda não foi completamente digerido - explica o nutricionista esportivo Fernando Luiz Mano de Castro.
Após o treino, vem a recuperação do organismo com mais comida.
- É fundamental que, nesse momento, a pessoa se alimente o mais rápido possível - recomenda.
De quebra, o café da manhã evita a hipoglicemia - baixa quantidade de açúcar no sangue -, que pode ocasionar desmaios. Por desrespeitar essa regra, Ricardo Bangoim, 30 anos, levou um susto. O contador foi direito para a academia após chegar de uma cansativa viagem:
- Quando a primeira série de exercícios chegou ao fim, apaguei. Acordei no banheiro. Não me senti fraco, foi de uma vez.
Depois do incidente, Ricardo diz que nunca mais abriu mão do bom e velho café da manhã. O suco de soja e o pão com manteiga se tornaram obrigatórios, sempre 50 minutos antes do treino.
A importância do café da manhã para os atletas matutinos não autoriza ninguém a se acabar comendo - um lanche leve, com frutas, suco, biscoitos ou pães é mais do que o suficiente.
O Internacional é campeão do mundo! Esta frase lida tantas vezes no final de 2006 traz muitas lembranças ao torcedor colorado quando é citada. Naquele dia 17 de dezembro, o Inter superou todas as barreiras, venceu o Barcelona na final em Yokohama, no Japão, e conquistou o maior título de sua história: o Mundial de Clubes Fifa.
O Planeta Terra passou a ter uma nova cor naquele momento. O mundo era vermelho. Vermelho do Inter, vermelho da raça colorada, vermelho da alegria dos jogadores que derrubaram o favorito Barcelona com suas estrelas milionárias. A vitória dramática foi merecida. O Inter foi bravo, inteligente e heroico. Segurou o Barcelona e marcou todas as suas jogadas. Soube explorar as deficiências de marcação do adversário e matou o jogo com uma bela jogada de Iarley, que Adriano Gabiru soube completar com categoria para o fundo das redes.
E como não relembrar aquele dia? O Inter cruzou o mundo em busca do inédito título de campeão do mundo. Foram seis times disputando a cobiçada taça no Japão, na terceira edição do Mundial da Fifa. A estreia colorada foi no dia 13 de dezembro, em Tóquio, contra o Al-Ahly (Egito). E foi a garotada que colocou o time de Abel Braga na decisão inédita. Com gols de Alexandre Pato e Luiz Adriano, jogadores formados nas categorias de base, o Internacional venceu a equipe egípcia por 2 a 1 e avançou para a final do Mundial de Clubes da Fifa.
O adversário era o badalado Barcelona, o maior desafio da história colorada. Em Yokohama, no Japão, do outro lado do planeta, a cerca de 20 mil quilômetros do Beira-Rio, os colorados comandados por Abel Braga, campeões da América, enfrentavam o Barcelona, campeão europeu recheado de jogadores famosos e apontado pela imprensa como favorito ao título. Naquele dia 17 de dezembro de 2006, o Inter conseguiu passar por cima deste favoritismo adversário e marcar sua história.
A motivação de todos na delegação colorada no Japão foi proporcional ao tamanho do desafio. “É um momento único. A camisa do Inter é a camisa da minha seleção. E essa é a minha Copa do Mundo”, enalteceu o capitão Fernandão, uma das grandes lideranças coloradas.
Apita o árbitro Carlos Batres, da Guatemala, e inicia Internacional x Barcelona. Um jogo totalmente intenso com grande dedicação tática por parte do Inter, que marcava bem e investia em saídas rápidas contra a defesa espanhola. O primeiro tempo terminou sem gols. A segunda etapa teve um ritmo menor. Os treinadores de ambas as equipes promoveram alterações no intervalo do jogo, mas a mais determinante delas ocorreria somente aos 30 minutos. Fernandão deu lugar a Adriano Gabiru. Apenas seis minutos foram o suficiente para o meia fazer o gol mais importante da história do Internacional. Aos 36, Iarley fez grande jogada pelo meio e lançou Adriano, que, livre dentro da grande área, chutou na saída do goleiro Valdes para abrir o placar. Com inteligência, o time de Abel Braga administrou a partida até o apito final do árbitro. Fim de jogo. Inter, campeão do mundo!
Feito esse que poderá se repetir em 2010, ano em que o Internacional disputará a Taça Libertadores. Por coincidência, neste ano, também será realizada a Copa do Mundo, na África do Sul, o mesmo que ocorreu em 2006, quando a competição foi promovida na Alemanha. Detalhe ou não, o Inter vai em busca do bi da América; do bi do mundo!
Crônica do jogo
Internacional (1): Clemer; Ceará, Índio, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Edinho, Wellington Monteiro, Alex (Vargas) e Fernandão (Adriano); Alexandre Pato (Luiz Adriano) e Iarley. Técnico: Abel Braga.
Barcelona (0): Valdes; Zambrotta (Beletti), Márquez, Puyol e Van Bronckhorst; Motta (Xavi), Iniesta e Deco; Giuly, Gudjohnsen (Ezquerro) e Ronaldinho. Técnico: Frank Rijkaard.
Gol: Adriano (I), aos 36min do segundo tempo. Cartões amarelos: Índio, Iarley e Adriano (I); Motta (B). Público: 67.128 Arbitragem: Carlos Batres (Guatemala), auxiliado por Carlos Pastrana (Honduras) e Leonel Leal (Costa Rica) Local: Estádio Internacional de Yokohama, no Japão.