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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Saiba como dominar "aquela" vontade de comer doce

Mudanças hormonais, principalmente em mulheres, motivam vício em doces


O ciclo hormonal das mulheres faz com que elas estejam mais dispostas ao "craving", desejo de repetir uma experiência em função dos efeitos estimulantes de algumas substâncias no organismo, por exemplo: comer doces. Sedentários e obesos também são vítimas potenciais dessas vontades insaciáveis.

Para aplacar esse desejo, a nutricionista funcional Luciana Harfenist recomenda comer banana, brócolis, folhas verde-escuras e frutas oleaginosas, como nozes, avelãs, amêndoas e castanhas. Segundo ela, esses alimentos dão conta do estresse oxidativo, estimulam a produção de serotonina e regulam a produção dos neurotransmissores.

— O tratamento desse problema deve envolver também reprogramação alimentar, avaliação da dieta, reposição de nutrientes com suplementos e até acompanhamento psicológico, em casos mais extremos — complementa.

A nutricionista observa que dietas promissoras, com muitas restrições, afetam a produção de vários neurorreguladores e desregulam o controle da ansiedade, o que contribui para o surgimento de sintomas relacionados ao craving.

Um dos fatores que pode desregular o controle de saciedade é o jejum prolongado.

Veja as dicas da especialista e fique longe dos doces:

:: Coma de três em três horas;

:: Beba dois litros de água por dia;

:: Pratique exercícios;

:: Invista em atividades de lazer, como passeios, aulas de dança, canto e artes também ajudam;

:: Prefira alimentos ricos em fibras e vitaminas, especialmente B12, cálcio, ácido fólico, magnésio, triptofano e ômega-3.

Fonte: BEM-ESTAR

Tecnologias trazem conforto ao dia a dia, mas também geram acomodação

Veja dicas de professor de Educação Física para driblar a preguiça














Ao longo dos séculos, o homem, que era um ser ativo, virou sedentário e, segundo Fábio Suñé, coordenador do bacharelado em Educação Física da PUCRS, o surgimento das tecnologias influenciou diretamente esta mudança de comportamento.

— Várias atividades que eram realizadas de forma braçal, em razão da busca pela redução de tempo gasto, passaram a ser realizadas de forma mecânica, gerando maior acomodação e reduzindo também a energia que o homem gastava com elas — diz o professor.

Felizmente, inovações como os meios de locomoção, o elevador, a escada rolante e o controle remoto nos trouxeram maior conforto, porém, infelizmente, nos tornaram mais "preguiçosos".

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pequenas ações incorporadas ao cotidiano que promovem um gasto calórico podem evitar esta acomodação e auxiliar na promoção da saúde e na prevenção de doenças.

— Não podemos fugir ou negar a existência destes itens que facilitam a nossa vida, mas é importante reduzir o tempo com atividades sedentárias (como a televisão e o computador) e sempre optar por movimentar-se — alerta Fábio.

Veja medidas simples que você pode incluir no dia a dia para evitar a acomodação:

:: Evite usar o elevador, suba pelas escadas;

:: Tente esconder o controle remoto e levante-se para trocar de canal ou desligar o aparelho;

:: Estacione o carro em um local distante do seu destino para caminhar um pouco;

:: Se o mercado não fica muito longe da sua casa e se não vai fazer grandes compras, vá a pé. Trinta minutos de caminhada diária (no total) já fazem muita diferença;

:: No mercado, se não comprar muitos itens, evite o carrinho e prefira a cestinha. Deste modo, você faz esforço com os braços.

Fonte: BEM-ESTAR

Fibras auxiliam na manutenção do peso e reduzem risco de doenças cardíacas

Componente é encontrado em vegetais, cereais e alimentos integrais


Pesquisas recentes têm revelado benefícios inéditos das fibras alimentares e dos nutrientes e elementos biologicamente ativos ligados a elas. Redução do colesterol e triglicerídeos, controle da glicemia e auxílio na manutenção do peso estão entre os efeitos das fibras para a saúde, que serão debatidos por especialistas em novembro no Congresso Brasileiro de Nutrição Parenteral e Enteral.

Em razão de suas propriedades, a fibra é um componente indispensável na alimentação e, segundo a gerente de nutrição do Hospital do Coração de São Paulo (HCor), pode desempenhar papel coadjuvante ou principal como fonte terapêutica.

Para alcançar os benefícios esperados, é necessário incluir na dieta o consumo de frutas, verduras, legumes, leguminosas e cereais integrais, como a aveia.

— É recomendada uma alimentação diária equilibrada e balanceada composta de variados alimentos fontes de fibras solúveis e insolúveis — explica Rosana.

As fibras alimentares determinam efeitos fisiológicos diferentes em cada segmento do sistema digestivo. Na boca, promovem alterações na textura dos alimentos, necessitando maior tempo de mastigação, aumentando assim a sensação de saciedade.

No estômago, determinados tipos de fibras, como as mucilagens e as gomas, retardam o esvaziamento gástrico de líquidos e aceleram o esvaziamento dos sólidos. O intestino delgado é o local onde ocorre maior parte dos processos de digestão e absorção dos alimentos e a principal ação da fibra ali é de fixar substâncias orgânicas e inorgânicas, diminuindo ou retardando a absorção.

No intestino grosso, a fibra acelera o trânsito, diminuindo a absorção de líquidos e levando a um aumento da massa fecal, ajudando no bom funcionamento do intestino como um todo.

Muitos trabalhos relacionam os benefícios de dietas enriquecidas com fibras originárias da aveia, especificamente nas doenças cardiovasculares, onde o FDA (Food and Drugs Administration, agência reguladora dos EUA) declara que a fibra solúvel dos alimentos do tipo flocos de aveia, farelo de aveia e farinha de aveia integral, como parte de uma dieta pobre em gorduras saturadas e colesterol, pode reduzir o risco de doenças cardíacas.

Fonte: BEM-ESTAR

domingo, 30 de outubro de 2011

Excesso de gordura no fígado já atinge 20% dos brasileiros

Esteatose é mais comum após os 40 anos, porém já há uma prevalência alta em adolescentes



A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) emite um alerta: cerca de 20% da população brasileira tem gordura excessiva no fígado, a chamada esteatose, um problema que, se não tratado, pode levar à cirrose e até a transplantes do órgão.

O número de pessoas que tem o fígado gorduroso no país pode ser considerada alta. Para se ter uma ideia, uma doença comum como a diabetes afeta 12% da população. E grande problema é que a maioria não desconfia que seu fígado está doente, pois na maior parte dos casos, não há sintomas.

— É uma doença que tem tido cada vez mais importância e causado um impacto grande na vida e na saúde dos pacientes — afirma o gastroenterologista Roberto Carvalho Filho, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Por conta do preocupante cenário, a SBH planeja criar, ainda em 2011, o Dia Nacional de Combate à Esteatose, em parceria com outras sociedades e associações que também lidam com pacientes que têm a doença, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

— A epidemia é silenciosa. Todo paciente que tem sobrepeso, alteração no colesterol e é sedentário deveria fazer uma avaliação do fígado — diz o presidente da Sociedade de Hepatologia, Raymundo Paraná.

Foco é prevenir desde cedo

A esteatose é mais comum após os 40 anos, porém um fato tem preocupado os hepatologistas: já há uma prevalência alta em adolescentes. Metade dos 300 jovens de 15 a 19 anos analisados em 2009 pelo Grupo de Estudos da Obesidade da Unifesp já apresentava a doença, causada, em grande parte, pelos maus hábitos alimentares e pelo sedentarismo.

O problema é ainda mais frequente em quem costuma engordar na região abdominal, mas pessoas que parecem magras e têm uma barriguinha saliente também podem ter o fígado doente.

A esteatose tem três graus de gravidade, que variam de acordo com a quantidade e proporção de gordura no fígado. O grau 3, com mais de 90% de gordura, representa a cirrose, ou seja, a inflamação grave do órgão. Especialistas apontam que cerca de 20% dos pacientes que têm esteatose desenvolverão o quadro mais grave da doença.
Nesses casos — e se a pessoa não faz o tratamento adequado —, a doença pode evoluir para a necessidade de transplantes.

Atitudes saudáveis

1- Maneire no carboidrato, o principal vilão da esteatose. É preciso consumi-los com moderação.

2- Cuidado com o excesso de gorduras saturadas. Diminua o consumo de carnes vermelhas, manteiga, frituras e biscoitos industrializados.

3- Invista nas fibras: aveia, farelo de trigo, massas integrais, frutas e verduras são exemplos de fontes dessas substâncias.

4- Acredite no poder das gorduras do bem: azeite de oliva e óleos como o de canola são recomendados.

5- Conte com os antioxidantes, que ajudam a enfrentar os radicais livres, moléculas que podem prejudicar o corpo e o fígado.

6- Atenção ao álcool. Em regra geral, quanto maior a quantidade e o tempo de consumo, maior a chance de desenvolver danos ao fígado.

7- A dieta balanceada e a prática de exercícios físicos seguem sendo os maiores aliados para ter um fígado saudável.

Fonte: BEM-ESTAR

Homens não são de ferro: receio de ir ao médico compromete a saúde masculina

De acordo com o IBGE, os homens vivem sete anos a menos do que as mulheres


A sociedade formou os homens para não chorar. Fortes, invulneráveis e invencíveis, julgam ser de ferro, afastando-se o máximo possível do consultório médico. Quando vão, é depois de muita insistência — feminina, é claro. Mas acredite: a típica resistência masculina em prevenir doenças não parte só do lado de lá. Eles foram praticamente excluídos dos sistemas de saúde desde a sua criação.

— Serviços de saúde foram criados e organizados pensando na mulher grávida, nos cuidados com recém-nascidos, para garantir que as crianças nascessem saudáveis. E a saúde do homem acabava ficando em segundo plano em função da jornada de trabalho — explica a antropóloga Daniela Riva Knauth, professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Na infância, sinais de fraqueza não fazem parte da educação dos meninos. Quando os sintomas de debilidade parecem, seja sob a forma de doença ou indício de qualquer tipo de incapacidade, a luz vermelha acende. Ir ao médico ou realizar um exame de rotina pode corresponder a um atestado de fragilidade pública, ligado à ideia do envelhecimento e da morte.

A explicação do fenômeno não se esgota por aí. Ao tentar justificar a seleção natural proposta por Charles Darwin, da qual homens nasceram para caçar e mulheres para cuidar da saúde da prole, esbarra-se numa lacuna. Quanto mais os homens precisavam trabalhar para sustentar a família, mais adoeciam e acabavam morrendo em razão de enfermidades provocadas por consumo de tabaco, álcool e drogas, obesidade, hipertensão, diabetes e outras epidemias do gênero. E os serviços continuavam ignorando-os e vice-versa.

O resultado é que, até hoje, pacientes continuam recorrendo a especialistas com a doença em estado mais avançado, muitas vezes arrastados por suas mães ou mulheres. Quando, na verdade, deveriam ter procurado muito antes um acompanhamento preventivo no posto de saúde mais próximo. Isso evitaria o chamado diagnóstico tardio, que sobrecarrega o sistema público e aumenta os custos do Sistema Único de Saúde (SUS). E acaba trazendo mais sofrimento para a vítima e sua família.

— O homem é muito “abandonadinho”. Ele nasce e ganha um médico, o pediatra, mas para por aí. Enquanto isso, a menina sai do pediatra e logo que fica menstruada, cai direto no ginecologista. O homem só volta ao urologista quando faz 50 anos, para examinar a próstata e olhe lá — resume o urologista Henrique Sarmento Barata.

O médico, porém, acredita que o cenário está melhorando:

— Antigamente, eles não chegavam nem perto do consultório.

Enquanto dos 20 aos 39 anos, a maior causa de morte entre os homens se dá por fatores externos, como violência urbana associada ao uso de bebidas alcoólicas, dos 40 aos 59 anos eles padecem mais de doenças circulatórias, metabólicas e tumores.

— É importante lembrar que, no caso do câncer de próstata, deve-se fazer um exame precoce — afirma Barata.

Prevenção, também para eles, é essencial.

Explicações nas estatísticas

:: Pesquisas provam que quando os serviços de saúde oferecem horários flexíveis, especialistas na questão da sexualidade e pessoas treinadas para ouvi-los, o público masculino os procura. As maiores influências para o homem ir ao médico são a esposa ou a companheira (66%) dos entrevistados.

:: Uma outra pesquisa, realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia com 1.061 homens, de 10 capitais brasileiras, na faixa etária de 40 a 70 anos, mostrou que apenas 32% dos homens fizeram o exame de toque retal, apesar de 76% saber que o exame é usado para detectar o câncer de próstata.

:: A mesma pesquisa quis saber porque, então, eles não fazem o exame. A resposta pode estar no preconceito e machismo. O levantamento mostrou que 77% concordam que os homens não fazem exame de toque retal por preconceito e 54% percebem que os homens têm medo do exame. Mas, quando questionados sobre a não a realização do exame, apenas 8% admitem preconceito em relação ao toque, enquanto 13% afirmam descuido, preguiça, relaxo e falta de tempo.

:: Fazer com que o sexo masculino invista na prevenção é uma urgência para o Ministério da Saúde, por isso foi criada a Política Nacional de Saúde do Homem. O objetivo é facilitar e ampliar o acesso da população masculina aos serviços de saúde. A iniciativa é uma resposta à observação de que os agravos do sexo masculino são um problema de saúde pública.

:: A cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens. Eles vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial mais elevadas. Por meio dessa iniciativa, o governo federal quer que, pelo menos, 2,5 milhões de homens na faixa etária de 20 a 59 anos procurem o serviço de saúde ao menos uma vez por ano.

:: O urologista Miguel Srougi, professor da Universidade de São Paulo (USP) aposta no sentimento de invulnerabilidade para explicar a aversão masculina aos médicos. Segundo ele, os homens crescem com o conceito da evolução de que só os fortes sobrevivem e que, para se impor, precisam ter saúde.

:: Um estudo feito pela empresa SulAmérica com 26 mil homens de 12 estados brasileiros constatou que 60% deles têm sobrepeso e 20% sofrem pressão arterial elevada — mas só 8% sabem que têm a hipertensão. Esses problemas estão relacionados a doenças cardiovasculares, como derrame cerebral e infarto do miocárdio, que têm alto índice de letalidade.

:: A influência das mulheres para convencer o homem a buscar tratamento também conta quando o problema está relacionado à vida sexual. Um levantamento feito em 2009 no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que 30% dos que buscam o Ambulatório de Sexualidade da instituição o fazem a pedido da companheira. A disfunção erétil representa 55% dos atendimentos.

:: Os médicos alertam que os homens devem ir, a partir dos 30 anos, anualmente checar sua saúde num clínico geral e cardiologista, que pedirá exames para verificar o estado geral de saúde e, caso seja detectada alguma anormalidade, encaminhar a especialistas. A partir dos 45 anos, a visita ao urologista é obrigatória, mas caso tenha casos de câncer na família, aos 40.

Dados alarmantes

:: Do total de pessoas entre 20 e 59 anos que morre no Brasil, 66% são homens.

:: De acordo com o IBGE, os homens vivem sete anos a menos do que as mulheres.

:: Um em cada 18 homens têm câncer de próstata, doença que possui 80% de chance de cura se detectada no início.

:: O check-up anual deve ser obrigatório a partir dos 30 anos.

Fonte: CADERNO VIDA ZH